segunda-feira, 6 de junho de 2011




Só vim saudar a saudade dos tempos coloridos e fumegantes com cheiro de doce.


O caracol se enrolou e aceitou seu próprio rolo. Fez da sua vida um enrolão e da sua casa uma enrolada. Fez seu corpinho enroladinho e seu rabinho espichadinho. O caracol é apegado, parece tranquilo porque anda devagar, mas anda devagar porque é apegado. Se apegou no seu rololô que não soltou mais. Não quis desembolar e leva seu rocambole pra tudo que é canto. O caracolzinho, eu gosto tanto dele. Pra mim é belo, que nem a borboleta, só que de asas enroladinhas.

domingo, 8 de maio de 2011



me cansei das pompas e me cansei das galas. nunca gostei de paetê e nunca gostei de plumas. eu gosto da palavra seca, da emoção limpa. sem rodeios e floreios, a leveza é natural e o que é leve me eleva. é tão bonito daqui, vem cá ver. aproveita e senta no chão, eu gosto do que é bom.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

a certeza vem de dentro pra fora, não de fora pra dentro. quem fala com muita propriedade tem alguma coisa a esconder. eu não confio não, joão.
a certeza vem de dentro pra fora, não de fora pra dentro. quem fala com muita propriedade tem alguma coisa a esconder. eu não confio não, joão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011



Todo mundo no casulo acasalando. Somos todos bichos.

terça-feira, 5 de abril de 2011


Se eu apertar os olhos com força, vejo um urso.

Uma raposa

Um mangá

Um coelho

Um relógio

Uma máscara

Eu vou vendo muitas coisas.

Que nem as gotas no box do banheiro.

Eu vou vendo muitas coisas.

Sem parar.

E me assusto, porque nunca acho que as imagens são em vão.

Como o coração congelado.

Eu não paro de ver coisas, eu não paro de fazer associações.

Eu não paro de observar,

eu não paro

eu não paro

eu não paro

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