quinta-feira, 20 de outubro de 2016

que saudade desse meu cantinho, dessas letrinhas sensuais, desse pensamento frouxo, de ver voar meus passarinhos, desse olhar que eu dou só pra você, desse orgulho encabulado, desse pedacinho que eu guardo bem guardadinho... que saudade quentinha com chá de capim limão e um baseadinho gostoso pra chuchu. Chuá chuá, uhul !
Me leve apenas para andar por aí.
Esse fim de semana eu prometo que te levo no cinema.
Em terra de instragram quem tem blog é... obsoleto!
Palmas pra ela ! Clap clap clap.
Eu vim aqui pra te dizer que cá estou. Com algumas dores e alguns amores, mas isso é vírgula, e o que temos ganhando asas e se debatendo por dentro da cachola é: que que ta acontecendo, meu pai amado (com sotaque nordestino pra inflamar, vociferar; so porque é uma palavra gloriosa; e acalentar os ouvidinhos imaginários), que periodo de transiçao humana louco insandecido e ... igual (!!!!) Eh esse que ta rolando ?? Deus, ta tudo tao patetico ou sou eu que estou morando em niteroi ca mamae ? Ta todo mundo tao igual ou sou eu que to num relacionamento falido ?? Que tanta gente chata eh essa que eu vejo ou sou eu que virei mae, ha quatro anos, diga-se de passagem... ??
Sou eu que ainda preciso do meu querido diario. Sou eu que nao gosto de conversar com as pessoas. Ta tudo tao mudado, e eu sou tao resistente que uso o blogspot. Valeu gata, tamo junto nessa, pq so a gente usa essa parada. Eu e meu alterego. Beijo te amo

quarta-feira, 24 de junho de 2015

carrego comigo uma tensão de movimentos, principalmente no movimento. no corpo algo não encaixa bem e não há um movimento coeso, redondo, de acordo.. não há o relaxar. há a tensão. o encontrão, esbarrão e espasmo. o não movimento enrijege a engrenagem e emperra as roldanas.
despejo em você como um despejo, sem gracejo nem beijo, uma condição de saturação minha. de não alcançar a posição privilegiada dos seus olhos. nessa ânsia me torno vã e vilã. te fuço o lixo e me contento com pequenos ossos. isso é hematoma que não sai. virou impressão dolorida, estar ou não na sua vida.
me vejo envelhecer por não arriscar a vida. por não ter força de arriscar a minha vida. me vejo de cabelo preso, com roupas velhas e ideias encriquilhadas como artrose. minha vivacidade tá com osteoporose. não sei mais me alimentar. já não sei qual meu alimento vital. meu olhar tá com catarata e meus olhos estão de óculos. meu andar tá com artrite. minhas ideias estão esclerosadas. meu bom humor tá demente. virei viúva de mim. socorro, nossa senhora das senhorinhas. vem me ajudar !
o que acontece é que então esmaeço, me diluo no seu temporal e fico insosa. meu doce se perde na enxurrada que é a sua cara de cu enfiando a cara dentro da minha, com essa testa cheia de espinha.
me acabrunho e viro pra dentro. fico de perna torta enroscada no tronco. não me assombro, porque tô forte. e nem é sorte.
de pedrinhas a fitinhas e de beijos a figuras
de filmes a músicas e de fotos a livros
de palavras a cheiros e de cores a pessoas
de bilhetes a poemas e de flores a dores
coleciono o que me encanta e me preenche,
o que me dá contorno e forma.
onde estão meus pedacinhos,
por favor me fala agora.